terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A arte segundo Dufrenne


"A arte segundo Dufrenne, não é a vida, mas é a sua representação estética. Ela deverá encontrar, em seu mecanismo interno de funcionamento, uma determinada organicidade, que nos dê a sensação de fluidez, de continuidade ou descontinuidade, de convulsão, equivalente ao fluxo de vida" (Burnier, 1994, p.21).

Retirado do livro A arte de não interpretar como poesia corpórea do ator, de Renato Ferracini. Página 148.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Téspis

"O teatro grego tem sua origem nos festejos populares, como os ditirambos e os cultos ao deus Dionísio. O primeiro ator que conhecemo respondia pelo nome de Téspis, no ano 594 ou 595 a.C. Sabe-se que se apresentava com um coro de, aproximadamente, cinquenta integrantes, ao qual acrescentava um prólogo e um discurso. O ator era conhecido como protagonistés. Além de ator, também foi o primeiro autor conhecido. Aqui, percebemos, desde os primórdios, a íntima relação entre o ator e o texto dramático, já que o ator representava/interpretava o papel que ele próprio escrevia."

Ferracini, RENATO. A arte de não interpretar como poesia corpórea do ator. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2003. Pg. 51.

A arte de não interpretar como poesia corpórea do ator

"Como resumo dessas definições, podemos observar o caminho complexo pelo qual a ação física nasce: da intenção vêm o élan e o impulso (ou impulsos) que, posteriormente, transformam-se em movimento na relação tempo/espaço; esse movimento é preenchido pelo ator com uma presença e uma dilatação corpórea que correspondem, em primeiro lugar, a um contato do ator com sua pessoa, sua "alma", sua "verdade" e suas energias potenciais, configurando assim, uma ação física orgânica. Essa organicidade deve gerar uma energia expandida e/ou dilatada e, finalmente todos esses elementos devem ser manipulados, pelo ator, de forma clara, objetiva e precisa"

Ferracini, RENATO. A Arte de Não Interpretar Como Poesia Corpórea do Ator/ Renato Ferracini.Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2003. Pg113

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Função magia



"Quando encontro o que procuro, o elemento que determina a diferença está no ator que desempenha sua função no limite da magia: manipulando a matéria conhecida para dar-lhe outro significado; fazendo com que uma coisa se torne outra, mesmo continuando a ser ela mesma."

"à gente de teatro, A arte de não interpretar como poesia corpórea do ator é um presente que resgata e devolve a magia da cena às mãos do ator, atentando para o fato de que ela pressupõe a perfeição da técnica e que o acaso tem muito pouco a ver com a arte"

Prefácio de Suzi Frankl Sperber do livro: "A arte de não interpretar como poesia corpórea do ator" de Renato Ferracini (do Lume).

quarta-feira, 14 de julho de 2010

II PROFESTeatro

Para quem ainda não assistiu "A Família de Arthur" e quisernos prestigiar no Festival de Congonhas,aí está o vídeo de divulgação:


E nos mandem energias positivas para o festival!

terça-feira, 13 de julho de 2010

O Anjo Pornográfico




"Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmnte, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico."

Nelson Rodrigues

Trecho tirado do livro: "O Anjo Pornográfico- A vida de Nelson Rodrigues" de Ruy Castro

Les Crayons